Outro destaque na convocatória foi a estreia do jovem Raphael Guerreiro. Entendo alguma surpresa. É porventura um desconhecido do grande público. Não será para quem acompanha o futebol jovem ou quem tenha visto os últimos jogos dos sub-21. Não tenho grandes dúvidas que daqui a uns bons anos quando Coentrão deixe de ser opção, Guerreiro será o lateral esquerdo da selecção. É importante aguardar igualmente pela evolução que terá Rafa, o lateral esquerdo do Porto B, que é a meu ver um dos maiores talentos do futebol português, e que apenas necessita de uma aposta efectiva do seu clube.
Quanto a Raphael Guerreiro, comecei a acompanha-lo nos seus primeiros jogos pelos sub-20 e sub-21. O crescimento que registou tem sido notável. Começou intermitente, algo desenquadrado, sem confiança e hoje é um jogador totalmente diferente. Nos sub-21 ganhou o seu lugar a pulso ao relegar para o banco o capitão Luis Martins, jogador formado no Benfica e que tinha já experiência de 1ª Liga.
O luso descendente Raphael Guerreiro é um lateral agressivo,
muito equilibrado quer a defender quer a atacar. Tecnicamente é muito
interessante, apoia muito bem o ataque, tem qualidade de passe mas sem nunca
descurar o momento defensivo. É titular do Lorient e já começa a ser visto como
um valor seguro capaz de voos bem mais altos.
Nesse sentido não entendi o porquê de preterir Antunes que mesmo não sendo um lateral de topo, é claramente mais equilibrado e mais “defesa” que Eliseu.
De resto destaque para o regresso de Helder Postiga.
Considero que o tempo de Postiga na selecção já se esgotou. Entendo a chamada
mais pela escassez absoluta de opções. O próprio Eder já tem problemas em
manter a titularidade no Braga… Fernando Santos está à procura de soluções para
a posição. Existe um enorme fosso. Ou apela a jogadores em via descendente como
Postiga ou Hugo Almeida, ou tem que ir muito lá abaixo…
Paixão na Polónia, Orlando Sá, tudo jogadores que claramente não têm nível de selecção. Outra solução é apontar aos jovens. Procurar que jovens valores estão a despontar na posição. Mas até aí o fosso grande porque olha-se para as selecções jovens e percebemos que até os sub-21 têm optado por jogar sem ponta de lança de raiz. Para encontrar soluções terá que pensar-se em Gonçalo Paciência ( muito perturbado pelas lesões), Rui Fonte do Benfica B ( mesmo problema das lesões e poucas provas dadas), Tomané( ponta de lança titular do Guimarães mas que não tem espaço sequer nos sub-21 como titular) ou ainda o jovem André Silva da selecção de sub-19. André Silva foi vice campeão da europa, um dos melhores marcadores da prova, e tem condições físicas e técnicas que nos fazem ver nele um perfil de ponta de lança que o nosso futebol não tem. Bem trabalhado vejo-o um ponta de lança do estilo de Diego Costa actualmente no Chelsea. Um jogador capaz de segurar a defesa, de dar a possibilidade da equipa esticar o jogo, e muito forte no espaço ainda com a vantagem para o André Silva, de também poder cair nas faixas durante o jogo.
Paixão na Polónia, Orlando Sá, tudo jogadores que claramente não têm nível de selecção. Outra solução é apontar aos jovens. Procurar que jovens valores estão a despontar na posição. Mas até aí o fosso grande porque olha-se para as selecções jovens e percebemos que até os sub-21 têm optado por jogar sem ponta de lança de raiz. Para encontrar soluções terá que pensar-se em Gonçalo Paciência ( muito perturbado pelas lesões), Rui Fonte do Benfica B ( mesmo problema das lesões e poucas provas dadas), Tomané( ponta de lança titular do Guimarães mas que não tem espaço sequer nos sub-21 como titular) ou ainda o jovem André Silva da selecção de sub-19. André Silva foi vice campeão da europa, um dos melhores marcadores da prova, e tem condições físicas e técnicas que nos fazem ver nele um perfil de ponta de lança que o nosso futebol não tem. Bem trabalhado vejo-o um ponta de lança do estilo de Diego Costa actualmente no Chelsea. Um jogador capaz de segurar a defesa, de dar a possibilidade da equipa esticar o jogo, e muito forte no espaço ainda com a vantagem para o André Silva, de também poder cair nas faixas durante o jogo.
Ainda assim, é ainda muito jovem e tem um caminho a
percorrer nos escalões de formação.
De resto, pouco a apontar. O meio campo da selecção neste
momento tem excelentes opções, ao ponto de não terem oportunidades jogadores
como o André André que está num momento tremendo.
Fica a certeza, após a chegada de F. Santos a selecção portuguesa
ficou efectivamente mais forte, porque regressou a ideia de que a selecção é de
todos nós e uma equipa em que devem estar os melhores.






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