sexta-feira, 18 de julho de 2014

Europeu sub-19: o futuro que não se esconde. ( parte 2)


Os destaques:

 

Tiago Sá

Guarda redes titular do campeão nacional de sub-19 SC Braga. Guarda redes de boa qualidade, com boa colocação entre os postes, não é muito espalhafatoso, mas eficaz.

Uma promessa para o futuro numa posição em que Portugal demonstra carências

Rebocho
 
Lateral direito do Benfica.  Uma espécie de sucessor de Maxi Pereira. Jogador que mede 1,60m, mas que é tremendamente agressivo. Forte fisicamente,  capaz de fazer o vaivém no seu flanco. É forte no desarme. Pode melhorar, ainda assim, o seu posicionamento.

É o 2º jogador mais internacional desta equipa.


Rafa
 
 Lateral esquerdo do F. C. Porto. É um dos melhores produtos da formação portista. Um lateral esquerdo que pode muito bem ser o futuro da selecção nacional A. Um craque.

Este ano já fez alguns jogos pela equipa B do Porto, jogando num escalão acima com uma maturidade incrível.

Tem nervos de aço. Um jogador que não parece ter apenas 19 anos, tamanha a naturalidade e tranquilidade com que joga.

Tem um pé esquerdo que faz maravilhas. Fortíssimo no apoio ao ataque, cruza com uma qualidade ímpar, cada cruzamento de Rafa pode-se dizer que é quase meio golo.

Para além disso é um exímio marcador de livres e cantos. Bate sempre colocado, mais em jeito que em força. Tecnicamente é dos jogadores mais completos da sua idade. Arriscamo-nos mesmo a dizer que deve ser um dos melhores laterais esquerdos do Mundo no seu escalão.

Obviamente que não é perfeito e ainda tem aspectos que pode melhorar. O principal será a agressividade no momento de recuperar a bola. Por vezes é demasiado macio nos duelos.  É um aspeto que tem vindo a melhorar, principalmente quando joga no escalão acima onde tem que ser mais testado defensivamente. Tenta compensar essa falta de agressividade defensiva, com uma boa leitura de jogo e capacidade de posicionamento.

Uma dos grandes craques da selecção. A ser acompanhado com muita atenção.

 

Tomás Podstawski
 
  O pêndulo da equipa. O grande capitão. Tacticamente é provavelmente o jogador mais maduro do grupo. Sabe-se posicionar  e ler muito bem os movimentos quer ofensivos quer defensivos da equipa.

Um 6 de classe que é um líder táctico dentro do campo. Ao longo da última temporada já pouco jogou no seu escalão, fazendo praticamente toda a temporada na equipa B do F. C. Porto.

 

Francisco Ramos
 
Médio Interior Natural da Póvoa do Varzim. Joga preferencialmente do lado direito do meio campo. É primo de Neto, jogador da selecção nacional A. Vemde uma família de futebolistas de uma região do país que dá vários jogadores às selecções.  Um jogador raçudo, com grande pulmão, que tanto pode transportar jogo, como ajuda no desarme e é capaz de conferir equilíbrio à equipa. Um 8 ao bom estilo de João Moutinho.

 

Rony Lopes
 
O craque desta geração. O jogador mais consagrado e que traz a experiência de treinar e competir com grandes craques no Manchester City.

Destacou-se no Benfica, o que lhe permitiu o salto para o City onde nunca parou de crescer como jogador, sendo mesmo um dos capitães da equipa de reservas do City.

Luso brasileiro, originou alguma polémica por se dizer que pode dar origem a uma disputa entre Brasil e Portugal. Para já brilha com as nossas cores, e convém que P. Bento não tarde muito em dar-lhe uma oportunidade de se mostrar na selecção principal.

Um jogador que joga numa posição em vias de extinção. O típico 10. Jogador com grande visão de jogo, qualidade técnica excepcional, capaz de sacar coelhos da cartola a qualquer altura do jogo. Tanto se destaca pela qualidade de passe, como pela finta, finalização e ainda é o responsável pelas bolas paradas. O jogo ofensivo passará pelos pés do criativo Rony.

 

Ivo Rodrigues
 
Extremo do F. C. Porto. Uma das grandes apostas do clube. Renovou recentemente o contrato, ficando com uma clausula de 20  milhões.

Um jogador repentista. Fortíssimo no 1x1, com uma finta curta que desconcerta os adversários, sendo ainda bastante veloz.  Um jogador irreverente que incendeia as defesas adversárias.

Faz lembrar P. Futre, salvo as devidas distâncias. Com Rafa, pode aproveitar o entendimento que trazem do F. C. Porto.

Pode e deve melhorar o momento da tomada de decisão. Por vezes perde-se em fintas, e não escolhe o melhor momento para soltar a bola.

 

Gelson Martins
 
Extremo do Sporting. De origem cabo Verdiana, é uma das pérolas de Academia de Alcochete.

Jogador muito forte no 1x1, de elevada capacidade técnica, capaz de furar defesas fechadas, através da sua capacidade de drible em espaços curtos. Um tecnicista da estirpe de craques como Nani.


André Silva
 
O 9. O goleador de serviço. Esta época militou entre a equipa B portista e os sub-19. Isso por vezes retirou-lhe alguma estabilidade. Principalmente porque enquanto na equipa B jogava como ponta de lança num 4x3x3 ou como um extremo a partir da direita para o meio, nos sub-19 fez vários jogos num 4x4x2.

Parece-nos que é um jogador que rende mais como 9 do que propriamente como falso extremo.

Um jogador robusto fisicamente, capaz de ir ao choque e de segurar a bola de costas voltadas para a baliza. É ainda forte no arranque com a bola controlada. Finalizador que se destaca igualmente por ser forte no jogo aéreo contando com vários golos obtidos dessa forma.

Pode fazer uma sociedade interessante com Ivo e Rafa que conhece bem do Porto. Principalmente com os cruzamentos de Rafa. É mesmo um dos movimentos típicos desta selecção, importado do F. C. Porto. Ivo faz movimento interior, surge Rafa no espaço para cruzar para a finalização oportuna de André Silva.

É importante que se mime bem este jogador, pois tem condições para ser o 9 de eleição que o futebol português tanto precisa. Não temos no nosso futebol um ponta de lança com estas características físicas e técnicas.

Pode melhorar  o momento da tomada de decisão. Por vezes tende a complicar em demasia a execução das jogadas. Margem de progressão é muito alta.


 Nuno Santos
 
Extremo do Benfica que teve passagem pela formação do F. C. Porto. Deve iniciar o europeu como suplente, mas será sempre uma das armas para Hélio lançar quando quiser mexer com o jogo. É um agitador. Uma autêntica carraça, sempre a disputar os lances com a máxima intensidade e capaz de aparecer bem quer a finalizar quer a assistir.
No jogo que garantiu a qualificação para o Europeu contra Bélgica, entrou na 2ª parte com a equipa em desvantagem e foi fundamental para inclinar o jogo para a área belga. Joga sempre em alta rotação.
 
João Palhinha
 


Seráum dos suplentes a entrar quando a equipa precisa de reforçar o meio campo. É um médio defensivo de enorme estampa física. O seu 1,90 tornam-no um elemento importante no momento de ganhar o meio campo. Pode também jogar a central, ou até baixar para junto da dupla de centrais libertando os laterais para poderem subir.
 

Pode melhorar a sua agressividade na disputa dos lances. Por vezes sente-se que não sabe fazer proveito da morfologia que tem.

 
Os ausentes:


 

 


A prova da qualidade desta geração é que, ao contrário de outras épocas, desta vez, alguns jogadores de grande qualidade não tiveram a oportunidade de sequer figurar na lista de convocados

Jogadores que poderiam noutros tempos e com outras ideias, serem inclusive titulares.

Falamos de atletas como: Romario Baldé, o avançado dos sub-19 do Benfica, vice campeão da Europa. Um avançado com grande mobilidade e capacidade física assinalável; Nelson Monte, defesa central que já tem contrato profissional com o Rio Ave, e que fez uma excelente época. Um central de boa estampa física, forte a ler o jogo e a posicionar-se e ainda com capacidade para sair a jogar; ou até mesmo Graça, o médio criativo do F. C. Porto, que poderia ser a alternativa a Rony Lopes. Felizmente para o criativo portista, a desilusão da ausência na convocatória final para o Europeu foi compensada com a chamada para o estágio da Holanda com a equipa principal do F. C. Porto.

 

Esta geração pode dar um golpe de autoridade neste Europeu, demonstrando que o futuro do futebol português está longe de ser sombrio quando se conta com uma geração de enorme talento e competência.

Por aqui poderá passar o futuro da selecção portuguesa. Uma geração que merece o apoio e a atenção de todos os portugueses. O primeiro jogo é já este sábado com a Hungria.

O futuro está cheio de vontade de provar que todos os vaticínios do seu fim, estavam errados.

 

A confirmar neste Europeu…

 

 

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